Tô Na Área: Gui Weiss fala da primeira experiência como profissional que durou 20 dias e crescimento

no poker


O player tem no currículo FTs e títulos nos principais torneios do PokerStars

Postado Átala Souza - www.mundopoker.com.br


O curitibano Guilherme Weiss tem sido um dos destaques brasileiros nas principais séries online deste ano. O profissional de 28 anos traz no currículo títulos e mesas finais nos torneios de plataformas como o PokerStars. Inclusive, há pouco tempo, cravou o Galatic #16: € 50 NLHE, puxando € 12.222, à frente da conta “MainhaNaoPerdoa”.


Mas daqui a pouco ele vai contar para gente sobre suas façanhas no baralho. Antes, vamos entender o que levou Guilherme até o esporte da mente no qual já tinha contato só que a decisão de investir no jogo veio quando era universitário.


“Eu fazia Ciências Contábeis e tranquei no sexto período porque não sabia se queria continuar na área. Durante os seis meses que ficou trancada, eu busquei mais conhecimento no poker e me afastei do curso. Depois quando eu voltei para a faculdade, eu acabei trancando ela na metade do semestre só confirmando o que eu já sabia”, comentou. 


Na época, foi um decisão complicada já que ele trabalhava com a tia e não tinha nenhum contrato com backer ou time. Além disso, a família não foi muito receptiva com a mudança. “Como eu já pagava minhas contas e minha faculdade, meus pais não poderiam dizer não para mim, mas quem me ajudou a ingressar no mundo do poker foi meu amigo Marcos. Eu não tinha computador em casa e precisava de um razoável e sei que se eu pedisse, ia tomar um não bem legal. Aí fui conversar com o meu amigo que olhou para mim e disse :’se esse for o seu sonho, eu te ajudo'”, revelou.


Já com computador em mãos, o paranaense teve sua primeira chance no poker. “Lembro que fiz uma reta no $5.50 PKO e um backer de Curitiba disse que poderia me oferecer um contrato. Foi com ele que eu tive o primeiro choque de realidade do que seria ser jogador, porque ele disse: ‘preciso de você 12h por dia. Se não for assim, não quero, e o contrato era 30%, 70%, podendo sacar 20%. E mesmo assim eu topei porque era um sonho ser jogador de poker e foi a primeira oportunidade, 20 dias depois ele me mandou embora”, contou.


Após o breve período, Gui Weiss entrou em contato com todo time que podia até receber um sim. “Eu era muito ruim mesmo, mas o pessoal do Stars Team me aceitou e disse que eu teria que começar do zero mesmo, jogando o micro do micro e foi onde realmente comecei, jogando sit $0.25, $0.5 e $1 regular. Ainda me lembro da sensação de cravar o primeiro sit de $1 e começar a fazer projeção financeira”, recordou.


Vida de profissional

“Eu nunca gostei de reviews!  Acho que análise de stats pegando 100k+ hands, estudos de população e análises em softwares bem melhor para o desenvolvimento do jogador”, Guilherme Weiss

A partir do primeiro contrato assinado, o jogador paranaense se sentiu um profissional de verdade e em nenhum momento pensou em desistir do sonho. Até porque Guilherme Weiss respira competitividade e está sempre buscando dar o seu melhor no poker.


“Antes de grindar, eu vou meditar e peço para ter um bom dia de trabalho, que as coisas fluam muito bem, que eu não fique tiltado. O sensacional do poker é que você pode ser um jogador diferente todo dia. Se ontem você fez tudo errado, amanhã você pode acordar e fazer tudo diferente, e começar de novo”, disse.


Com a dedicação e esforço, as coisas estão correndo bem. “Tem sido um ano fora da curva e bem sensacional para mim. Espero que eu continue a colecionar bons resultados”, falou. A prova disso é o 5º lugar no Stadium Series #27 Low, com buy-in de US$ 55, vice no US$ 105 Bounty Builder e cravada no PokerStars Espanha.


“Foi legal, eu acho o field do PSEs. mais tranquilo do que outros sites. Eu gosto bastante de jogar os torneios de séries lá. Esse dinheiro veio só para dar mais tranquilidade e continuar trabalhando. Não teve festa, eu moro em um apartamento com o meu amigo e como já era 2h de terça, só fui tomar um banho, um chá de camomila e dormir que terça tinha que trabalhar de novo”, comentou.


Esses são alguns dos resultados que ele conquistou durante os seis meses que entrou para o Midas Team. “Feliz demais por fazer parte desse time e pretendo ficar ali por um bom tempo. Desde que iniciei, acabei trocando todo ano de time e agora não quero mais trocar, me sinto em casa, me sinto bem”, falou.


A colheita dos bons frutos também faz parte da mudança dos estudos que teve durante esses anos como profissional. “Eu nunca gostei de reviews!  Acho que análise de stats pegando 100k+ hands, estudos de população e análises em softwares bem melhor para o desenvolvimento do jogador”, contou ele que também diz aprender bastante conversando com jogadores mais experientes e tirando dúvidas com eles.


Disciplina e gratidão

Entretanto, não são só por causa dos prêmios que “MainhaNaoPerdoa” tem gratidão por viver de poker. O player precisou mudar hábitos para melhoras seu rendimento no esporte. Agora ele tem mais disciplina e uma vida saudável, com menos bebida, mais esportes e leituras. “Você tem que se condicionar a ser o melhor todo dia para poder ter um bom dia. No dia que você sai da rotina, pode ter certeza que nesse dia você vai grindar mal, arrotar dinheiro”, comentou.


Além de manter uma rotina com mais disciplina, o campeão do Galatic do PSEs. também mira nos bons exemplos que tem ao redor diariamente. “Hoje para mim: Caio, Dan, Cairo, Ramon, Gui, Cabeça, Capita e Luci são os caras que eu acho fod**. Quando vou conversar e discutir sobre mãos com eles sempre estou aprendendo ou fazem eu ter uma visão diferente do jogo”, revelou.


Com essas feras ao lado de Gui Weiss, ele vê um grande futuro pela frente. “Espero daqui a cinco anos poder estar ali no topo entre os melhores. Eu sei que a gente tem excelentes jogadores, então vai ser difícil, mas espero poder estar ali entre eles”, confessou.


Enquanto ele ainda trilha este caminho, é sempre bom lembrar daqueles que estiveram acompanhando de perto todos os momentos. “Mãe sempre aparece! Várias vezes preparando minhas marmitas para grindar pesado, então agradecimento a ela. Agradecer ao Pinkinsidee e ao Anaheimteam, meu primeiro time, por onde tudo começou. André Constantino, meu segundo backer. Gelinski foi instrutor particular de um projeto que acabou não dando certo, mas que cara sensacional. Em 2019 aprendi muita coisa com ele, uma evolução sensacional. E ao meu brother Marcola que se não fosse ajudinha dele lá no começo talvez nada disso tivesse acontecido. É apenas o começo”, disse.


Espero que vocês tenham gostado no Tô Na Área de hoje e fiquem de olhos atentos aos próximos passos do Guilherme Weiss, que promete aprontar muito no poker. Se você conhece alguém que tenha se destacada de alguma forma e merece ter a história contada por nós, é só mandar sugestões para nossa equipe. Até o próximo domingo.



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