Tô na Área: Nicolas Coppini se apresenta com forra no Sunday Million, muito estudo e

ligação emocionada para mãe


Ele também revelou os seus sonhos e planos para o futuro


Postado por Átala Souza- www.mundopoker.com.br

Alguns dias atrás um nome chamou a atenção da comunidade do poker: Nicolas Coppini. O jogador conquistou o 2º lugar Sunday Million do PokerStars, ganhando a maior premiação da carreira até o momento US$ 80.303. Os momentos marcantes ficaram na memória dele e de quem estava acompanhando a transmissão no Twitch.


“Na semi FT, eu já estava chorando porque sabia que no mínimo eu ganharia o top 4. Foi surreal, eu ligava para minha mãe e só chorava. A comemoração por enquanto não teve nada. Comi japonês com meus amigos aqui da casa e eu paguei para eles, roleta de um cartão só, mas nada muito grande”, comentou.


Aos 23 anos, o paulista de São Caetano do Sul relembra como tudo começou no poker que, aliás, não faz muito tempo não. Para chegar até as mesas de poker, o player percorreu um caminho bem diferente. “Eu estava num período que você não sabe o que fazer, você tem 19 anos, e você vê todos os seus amigos fazendo alguma coisa… Eu era um cara que não tinha ideia do que queria fazer, eu estava numa fase meio bad. Trabalhei na Vivo, trabalhei na área financeira também que eu odiava”, contou. 


Porém, tudo acabou se encaixando durante uma viagem de final de ano. “Choveu todos os dias, e os dias que não choveu também, a gente ficou jogando poker apostado, era R$ 10 o buy-in. Eu lembro que das cinco vezes que a gente jogou, meu amigo ganhou quatro. Ele começou a falar e me mostrou os vídeos e a partir que eu vi isso, eu falei: ‘é isso que eu queria da vida’. Quando eu descobri que dava para virar profissional e ganhar dinheiro com aquilo, eu já sabia que era isso que eu queria na vida”, lembrou. 


Coincidentemente as habilidades com cartas já corriam nas veias de Nicolas. “Técnica e coordenação, eu já via que não me dava bem. Quando eu era muito pequenininho fui campeão sul-americano nacional – acho que duas ou três vezes – em Pokemon de cartas, que é um jogo de lógico bem similar com o poker, e me deu bastante facilidade no poker”, revelou. 


Mas engana-se quem pensa que esta conquista no PokerStars foi a coisa mais importante que a profissão de jogador proporcionou a ele. “O Pânico, eu considero o auge talvez até da minha vida porque assistia esses caras na TV e acompanho eles até hoje na rádio. Eles eram meus ídolos. Quando cheguei lá foi uma coisa surreal. Foi a experiência mais top que o poker me proporcionou de longe”, comentou ele sobre uma entrevista sobre poker ao programa de rádio no ano passado. 


Meritocracia, poker e amigos

Se as coisas mais importantes para Nicolas foi através do poker, faz sentido o jovem acreditar que o que vale no esporte é a dedicação para alcançar os objetivos. “Eu acho que o poker, sinceramente, não estou falando da boca para fora, é a profissão mais meritocrática que eu conheço. Se você estudar e se dedicar não tem mimimi, você vai ganhar dinheiro e tudo depende exclusivamente de você”, falou.


Como é você por você mesmo na profissão, presta atenção na dica que o campeão do Sunday Million disse. “Se você ficar colocando a culpa em outros fatores, você não vai ganhar dinheiro, não vai conseguir viver do poker. Mas se você estudar muitas horas, parar de se vitimizar, ir para cima… Todo mundo tem dificuldade, problemas, e se o seu problema for maior, a sua história vai ser mais bonita. Então eu acho que o poker é a coisa mais meritocrática que eu conheço. Conheço pouca coisa, mas no poker eu posso afirmar que é meritocrático”, explicou.


E apesar do paulista se descrever como uma pessoa comunicativa, ele prefere disputar o esporte da mente atrás das telas do computador. “Eu grindo bastante online. Eu morava em São Paulo, agora estou morando em Campo Grande (MS) com meus amigos, mas sempre que dava ia no BSOP, no CPH. Sinceramente eu não gosto do poker live, mas eu gosto muito da atmosfera do poker live de você ficar trocando ideia, sapeando, é uma coisa surreal. Curto muito ficar vendo quem está na reta. Eu sou o famoso sapo online, não gosto tanto de jogar – eu jogo mais no Turbo – mas eu me divertido muito ali trocando ideia”, disse. 


A mudança para o Mato Grosso do Sul aconteceu por causa da profissão e hoje ele diz ter uma outra vida no Oeste junto com os amigos, que conheceu no Twitch anos trás. “A gente acorda falando de poker, dorme falando… Todo mundo daqui está num alto nível. Os meus amigos são muito bons, principalmente o ‘Kaizenstyle’ e JP Salgado, o resto é muito bom também, mas eles estudam muito e eu estou sempre ali do lado dando meus palpites”, falou ele que contou que o plano inicial, antes da pandemia, era alugar uma casa em Florianópolis (SC) para jogar o SCOOP. 


Planos, inspiração e agradecimentos

“É até clichê falar, mas é o Yuri (Martins), né. Eu lembro de ver o HU dele, acho que foi no LAPT, o jeito que ele era frio é inspirador.  Eu estava bem no começo quando comecei a assistir e já me marcou”, disse Nicolas Coppini

Por enquanto, o que Nicolas Coppini deseja no poker é continuar estável nos buy-in de 215, torneios especiais e Freezeout. “A longo prazo quero ganhar alguns torneios paulista, CPH lá de São Paulo, ganhar um BSOP e ganhar um braceletezinho para escrever o meu nome no poker ao vivo”, contou.


E adivinha para quem ele olha para se inspirar e tornar os sonhos em realidade? “É até clichê falar, mas é o Yuri (Martins), né. Eu lembro de ver o HU dele, acho que foi no LAPT, o jeito que ele era frio é inspirador.  Eu estava bem no começo quando comecei a assistir e já me marcou. E os meus amigos que estão comigo são muito bons, o Léo Jokura, e toda a galera que está aqui na casa, eles são uma inspiração para mim”, revelou. 


Com toda essa trajetória em pouco tempo nas mesas de poker até aqui, Nicolas Coppini agradece aos amigos e uma pessoa em especial. “Todo mundo que é grinder sabe como é difícil a rotina principalmente quem é MTT e a minha mãe sempre me ajudou muito em relação à essas coisas. No começo, ela ficou meio que com o pé atrás – óbvio que ela ficaria, se não ficasse eu até estranharia – mas foi muito bom ela se preocupar. Eu agradeço muito a minha mãe, a Deus, sem ele nada disso teria acontecido, e todos os meus amigos que me apoiaram”, finalizou. 




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